Segurança

Os estudos não clínicos de segurança têm como objetivo identificar e qualificar os possíveis efeitos tóxicos de compostos candidatos a medicamentos, bem como estabelecer a dose inicial segura para a primeira exposição em humanos. Além disso, visam identificar parâmetros para acompanhamento clínico de potenciais efeitos adversos e, por vezes, uma abordagem toxicológica mais específica. Esses testes podem ser realizados de maneira exploratória (não BPL), porém são também ensaios regulados obrigatórios, exigidos pelas autoridades sanitárias no processo de desenvolvimento de medicamentos.

Toxicologia Geral:

Os estudos devem ser realizados em duas espécies (sendo uma roedora e outra não roedora). O CIEnP realiza os ensaios apenas em roedores, sendo o rato, a espécie mais comumente utilizada. Para estes estudos, deve-se utilizar a via de administração pretendida na clínica a fim de mimetizar o uso em humanos. A duração recomendada para os ensaios de doses repetidas está relacionada com a duração, indicação terapêutica e escopo dos ensaios clínicos propostos para o produto. A princípio, a duração dos estudos de toxicologia deve ser igual ou maior que a duração pretendida para os ensaios clínicos até a recomendação máxima para a duração desses ensaios de dose repetida.

Ensaios oferecidos:
Toxicidade aguda: Dose máxima tolerada;
Toxicologia de doses repetidas (14, 28, 90 e 180 dias) segundo guidelines internacionais (OECD 407, 408, 452);
Toxicidade dérmica de doses repetidas (OECD 410 e 402)

Genotoxicidade:

Testes de genotoxicidade podem ser definidos como ensaios in vitro e in vivo concebidos para detectar compostos que induzem danos genéticos por diferentes mecanismos. Os ensaios devem ser realizados com base no guia do ICH S2(R1) “Genotoxicity Testing and Data Interpretation for Pharmaceuticals Intended for Human Use”, que combina e substitui dois guias ICH (do inglês: International conference harmonization); “Specific Aspects for Regulatory Genotoxicity Tests for Pharmaceuticals” e S2B “Genotoxicity: A Standard Battery for Genotoxicity Testing of Pharmaceuticals”. O foco desses estudos é a avaliação de pequenas moléculas químicas e não se aplica para produtos biológicos.

Ensaios oferecidos:

  • – Teste de mutação realizado em bactérias (o teste de AMES).
  • – Avaliação do dano cromossomal (podendo ser o teste de aberração cromossômica in vitro (OECD 473) ou o teste do micronúcleo in vitro (OECD 487). A escolha de um desses dois ensaios é baseada na estrutura da molécula e sua solubilidade;
    Ensaio in vivo de genotoxicidade; geralmente um ensaio para avaliar o dano cromossomal em células hematopoiéticas de camundongos podendo ser tanto o ensaio de micronúcleo (OECD 474) quanto o de aberração cromossômica in vivo.

Farmacologia de Segurança:
A Farmacologia de Segurança que integra a farmacologia, a fisiologia e a toxicologia. Os estudos de Farmacologia de Segurança visam identificar efeitos adversos de novas substâncias que serão administrados em humanos. Assim, esses estudos investigam os potenciais efeitos indesejáveis (fisiopatológicos e/ou farmacodinâmicos) de uma substância sobre funções fisiológicas em relação a uma exposição na escala terapêutica ou acima desta.

Ensaios oferecidos:

  • Sistema Cardiovascular em roedores;
  • Pressão sanguínea e frequencia cardíaca in vivo;
  • Sistema respiratório (em breve);
  • Sistema Nervoso Central (SNC);
  • Irwin Modificado.